Sociabilidade e Proéxis

Sociabilidade e Proéxis

A palavra sociabilidade é definida pelo dicionário Houaiss (2009) como:

  1. Característica do que é sociável.
  2. Prazer de levar vida em comum, inclinação a viver em companhia de outros; socialidade.
  3. Domínio e exercício das regras da boa convivência; civilidade, afabilidade, urbanidade.

De modo geral, a consciência pode encarar ou lidar com a vida social, por exemplo, de 3 maneiras:

  1. Misantropia. Optar pela aversão e rejeição às pessoas preferindo o isolamento social manifestando estado de melancolia, intolerância, suscetibilidade e mantendo posicionamento de estar fechado em si mesmo acreditando dessa maneira salvaguardar o mundinho pessoal.
  2. Sociosidade. Optar pela vida social agitada sempre fazendo média com todos, motivada pela satisfa­ção de prazeres e/ou por prestígio social manifestando estado de ansiedade, carência e falso contenta­mento mantendo posicionamento de ignorar a realidade intraconsciencial.
  3. Sociabilidade. Optar pelo prazer sadio de viver em companhia dos outros de modo a sentir apreço pelas virtudes e experiências alheias sabendo tirar proveito evolutivo dos encontros e reencontros com outras consciências apresentando estado de alegria, abertismo consciencial e fraternismo incon­dicional.

E você, como se avalia quanto ao nível de sociabilidade?

Tais maneiras denotam o nível de autolucidez e maturidade consciencial quanto à socialidade alcançado pela cons­ciência até o atual momento evolutivo.

A sociabilidade frágil pode afetar o nível de desempenho quanto ao cumprimento da programação existencial devido à irresolução de conflitos íntimos e os respectivos efeitos, tais como:

  1. Incomunicabilidade;
  2. Ausência de exposição sadia da própria consciência (qualidades, trafos-força);
  3. Desvio de foco quanto às prioridades evolutivas;
  4. Conservação de imaturidades ou do porão consciencial;
  5. Apatia e vontade débil;
  6. Perda de oportunidades evolutivas;
  7. Omissão deficitária quanto às reconciliações interconscienciais;
  8. Inautenticidade.

Porém, de acordo com o pesquisador Waldo Vieira (Homo sapiens Reurbanisatus, 2005, p. 407), “mesmo as conscins com sérias dificuldades quanto à sociabilidade, podem imprimir ritmo mais ágil, lúcido e coerente à trajetória evolutiva pessoal dentro do grupo”. Por exemplo, a assistencialidade pode compensar a sociabilidade frágil.

Você ainda busca compensar a sociabilidade frágil ou já vêm obtendo proveitos evolutivos com o emprego autoconsciente da sociabilidade?

Ricardo Rezende
Natural de Uberaba, MG; graduado em Biblioteconomia; voluntário da Conscienciologia desde 2000; docente da Conscienciologia desde 2006; Cognopolitano desde 2006; tenepessista desde 2014.

2017-08-27T11:44:38+00:00 08/14/2014|